Acertam o Chão.
Flechas impiedosas
Acertam o Coração.
No Chão fica um buraco
Que com o Tempo se fecha.
No Coração fica uma ferida
Em forma de uma seta.
Uma Marca enfim
Uma Bela cicatriz
Que fica quieta e dormente
Como uma Flor no jardim.
Mas um dia como sempre
Vem uma Mão
Que aperta a Ferida
E sangra o Coração.
E vem a Lembrança
De como Você era
Naquele dia na janela
A Moça mais bela.
Mas um Raio de repente
Na varanda acertou
E Você caiu em meus braços
Morreu o meu Amor.
Doeu, doeu muito
Então nasceu a Solidão
Meu Coração se despedaçou
Quando te coloquei no Chão.
Agora eu te espero
Um Dia vamos nos encontrar
Ou será quando Eu for para o Céu
Ou quando a Terra Você voltar.
Enquanto este Dia não chega
Sempre olho sua Foto
Você, ali na Janela
Dói muito, não agüento e choro.
Rio de janeiro, 1 de setembro de 2002.

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