quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A Conferência

Sei que tenho uma Missão
Mas não sei qual é
Cairei muitas vezes no chão
Para descobrir o que é.

Olho para o Céu e vejo
Muitos pássaros a voar.
Olho para a Terra e vejo
Muita gente a se matar.

A Vida é a cara
A Morte é a coroa
Sempre tem o dedo do Destino
Para que um fato ocorra.

Tenho uma Caminho
Um objetivo a seguir
Até passo por cima do Destino
Para tudo conseguir

Sei que não posso ter Tudo
Mas não quero ter o Nada
Quero ter o Orgulho
De vencer mais uma Batalha.

Destino! Destino!
Quem poderá te controlar?
Será que há um homem na Terra
Que conseguirá te dominar?

Sou o Destino
E ninguém me manda
Eu sempre assino
O destino da vida humana.

Destino, Destino
Não brinques comigo
Sei que és cruel
Com quem brinca contigo.

Uma coisa eu afirmo
O que há de arruinar
É a língua do ser humano
Vou fazer por ela pagar.

Desculpe-me do que eu disse
Tomarei mais cuidado
Amarrarei bem a Língua
Para não ser mais tentado.

E não se preocupe com a sua Missão
Porque só o Tempo lhe dirá
Um dia terás a compreensão
Que há muito o que esperar.

O Tempo é outro
Que brinca com a gente
Parece que vocês combinam
Em arruinar a gente.

Tempo! Tempo!
Quem poderá te controlar?
Será que há um homem na Terra
Que conseguirá te dominar?

Eu sou o Tempo
Ninguém me domina
Faço e aconteço
Até quando o Destino determina.

Para mim, um século é um minuto
E um segundo é um milênio
Para os que matam o tempo
Posso ser calmo ou violento.

os adolescentes não compreendo
Eles querem se tornar adultos
E não aproveitam a infância
E quando velhos querem se tornar criança!

Estou escutando tudo
Sou a Paciência
Seu eu for importunada
Eu acabo com a Conferência.

Como eu dizia... prepare-se meu caro
E não adianta chorar
Porque debaixo desta Ponte
Muita Água irá passar.

Sei que chorei
sei o que é sofrer
sinto um grande Amor
E tenho Medo de perder.

Amor! amor!
Quem poderá te controlar?
será que há um homem na Terra
que conseguirá te dominar?

Sou o Amor
E ninguém me dominou
Muita gente sente a Dor
do coração que se despedaçou.

Sou a Paciência...
Vou botar para quebrar
Acabe com esta conferência
Se não eu vou estourar...

Como eu dizia...
Sou muito compreensivo
Amo e respeito
O Tempo e o Destino.

Sou a Discórdia
Vim atrapalhar
A raça humana
para Ela acabar.

Vá embora Discórdia!
não entre na Conversa!
Pegue suas coisas
E desapareça depressa!

Já chega!!!
Eu era a paciência!
Parem com a palhaçada!
Terminou a Conferência!

Se ninguém for embora
Agüentem as conseqüências!
A Paciência enlouquecida
Não terá nenhuma Clemência!

Qual dos cinco vão encarar
A paciência aqui
Que está doida para esganar
Qualquer um que se manifestar?!

Quando se viu
Os Cinco sumiu
Para um lugar bem distante
E em fim, a Paciência dormiu.
2002

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