Sentirei falta da desordem
Sentirei falta da agitação
Sentirei falta dos boatos
Sentirei falta do Portão.
Três anos aqui fiquei
Conheci, vivi e gostei
Agora só penso em uma coisa
No dia que sairei.
Conheci onde o vento faz a curva
É o lago que fica perto das montanhas
Quantas vezes cheguei atrasado por causa da chuva
Para entrar, só barganha.
E o Teatro...
Que dias felizes passei
Entrei no meu primeiro dia de aula
E quem sabe a formatura talvez.
E a piscina olímpica...
Onde muitas vezes miquei
E das aulas aulas de Literatura...
Onde eu até brinquei.
E o Espaço maravilhoso...
Onde matava aulas rodando
Ou estava debaixo de uma árvore
Escrevendo ou prosiando.
Como posso esquecer
Daquele Santo buraco
A força da Fé pode até vencer
E botar dois testes abaixo.
Agora ele fica aberto
Deve ser por recordação
Ou é por falta de dinheiro
Ou é por falta de disposição.
Sentirei falta da Capela
Santo lugar para ficar
Perdi as contas das vezes que rezei
Para na prova passar.
Sentirei falta da secretaria escolar
Todas as vezes que ia lá
As recepcionistas pensavam
Lá vem aquele chato reclamar.
E o Boletim que nunca chegava na hora certa...
Era três meses de atraso que merda!
Para saber a nota tão sofrida e correta
É correr atrás dos professores e ficar alerta.
A Carteira escolar
É que era uma beleza!
As aulas começavam em Janeiro
E para vir de ônibus era aquela dor de cabeça.
Só depois de um grade motim
Que a Bentida só chegou no final de Abril
Ou eles davam a Carteira enfim
Ou ninguém entrava naquele estreito Funil.
Então olho tudo que deixo para trás
Só tem uma coisa que não deu
É desatar o nó que está em minha garganta
E dizer: - República Adeus!!
Dezembro de 2002
Como posso ficar calmo
Se tudo está contra mim
Parece que estou a um palmo
De ficar louco ou outra coisa assim.
Todos dizem que sou Estressado
Ou que sou pavio-curto
Eu só não consigo ficar parado
Minha vida é um curto-circuito.
Mas um dia vou aprender
Com certeza a me controlar
Antes que o mundo chagualhe
Quando eu estourar.
Em casa é: - faz isso ou aquilo.
na escola: - faz teste ou prova
Eu fico tranqüilo?!
É ruim! Eu mato um agora!
Duas horas é o tempo
Da minha casa ao colégio
O jeito é estudar no ônibus
Que merda! fala sério!
E quando chega na escola para estudar
Não se pode entrar pela frente e sim pelos fundos
O monitor não nos deixa entrar
E diz que somos vagabundo!
junho de 2002
O Ser humano gosta de ser ajudado
Mas o seu extinto é feito de pura maldade
Só pensam em destruir e odiar
E o amor fraterno fica fora da realidade.
Se você carrega o mundo nas costas
A toda hora e todo momento
E ninguém tem a Coragem de te ajudar
Isso é o Sofrimento.
Se você está sofrendo
Todos vêem e sai correndo
Ou fazem até pior
Finge que nem estão vendo.
E sem a ajuda de alguém
Sem ter nenhum irmão
O amor ninguém tem
Isso causa a Solidão.
Mas olhe ao seu redor
Você tem amigos que te quer bem
Amigos verdadeiros são tesouros
Que quase ninguém tem.
Se não tem amigos
Vá logo procurar essa jóia rara!
Cative colegas ou até inimigos
Mesmo se levar algum tapa na cara.
Ou o melhor a fazer
É se lembrar de tudo de bom que lhe aconteceu
Aqueles momentos de prazer
Ou das lembranças que se perdeu.
Uma coisa é certa.
Na Vida tem que ter um objetivo
Erga a cabeça e diga a si mesmo.
Sou capas de superar os obstáculos dessa Vida.
2002
Leve como uma pluma
Sussurra ao passar
Por todas as estradas
Até a poeira abaixar.
Mas as vezes também
É forte como um touro
Leva tudo que vem
Com um maior estouro.
Está em todo lugar
Muitos vêem o passar
Mas há outros não conseguem
Nem ao menos o enxergar.
Para saber onde está
Tem que sentir ele passar
As árvores sempre começam a balançar
E as flores dos jardins põe-se a dançar.
Não tem dia e hora
Para ele passar
Ou é ao entardecer
Ou é ao acordar.
Quando vem chegando
O dia não fica mais chinfrim
As cores ficam mais vivas
Com perfume de jasmim.
É aquela festa
Pássaros a voar
Em direção de seus ninhos
Querendo se abrigar.
As árvores por sua vez
Cantam a sua chegada
Suas folhas dançam
E as velhas se atiram desesperadas.
E assim vai seguindo
Frutos e sementes no chão
Para começar uma nova vida
Cheia de aventura e emoção.
Quando vai embora
O tempo parece para
Todos só pensam agora
Apenas em descansar.
Outubro de 2002
Ao amanhecer
Nuvens estão a passar
A Temperatura só quer descer
Obrigando a gente a se agasalhar.
O Sol se espreguiça tentando aparecer
Dando o ar de sua graça para o Dia aquecer
A Névoa teimosa vai se dissipando
E as plantas e pássaros acordam bailando.
O Vento frio vai levando
Folhas secas e minúsculos pedaços de Terra
As pessoas vão se arrepiando
E muitos fogem para debaixo da coberta.
Para os que gostam do Frio
Ficam felizes por sua chegada,
Normalmente nunca estão só
E ficam curtindo essa nova Temporada.
Mas já para aqueles que odeiam o Frio
Sair de casa é uma batalha
Ir até a geladeira é um sacrifício
E a Cama vira a sua mais nova morada.
A Chuva vem caindo
O Tempo esta melancólico
A Garoa vem molhando
Tudo que estava imóvel.
Então já está formada
A tempestade de Garoa
Não adianta, todos serão molhados
mesmo se sua habilidade for boa.
As árvores encharcadas
Tremem constantemente de frio
E os animais ensopados
Clamam por Clemência e menos frio.
Agora o Céu se abre
O Sol enfim aparece
Mas seu Calor parece que foi drenado
E o Frio ainda prevalece.
As nuvens começam a se movimentar
O vento começa a uivar
Raios começa, a cair
E o Frio começa arrepiar.
Faz muito, muito frio
E ao longe se vê um Mar de guarda-chuvas
O Mundo não pode parar
Por causa de uma tenebrosa Chuva.
O Sol que já trabalhou
O se Cartão já bateu
a Lua atrasada vem brilhar
E tomar posse do lugar que é seu.
A Chuva continua a escorrer
O Chão aos poucos vai enlamaçando
A Escuridão ajuda a esconder
As pessoas que vão escorregando.
2001
O Vento continua a assoprar
Ouvem-se também muitos dentes a bater
Vários lábios estão a estalar
E o Frio de morrer.
O Granizo começa a cair
As folhas começam a rodar
Vários telhados estão a quebrar
E pessoas estão a se abrigar.
Plantações são destruídas
O Prejuízo não dar para contar
Muita gente se põe a chorar
E o Inverno só está a passar.