quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Discurso de Formatura (Ensino Médio)

Sentirei falta da desordem
Sentirei falta da agitação
Sentirei falta dos boatos
Sentirei falta do Portão.


Três anos aqui fiquei
Conheci, vivi e gostei
Agora só penso em uma coisa
No dia que sairei.


Conheci onde o vento faz a curva
É o lago que fica perto das montanhas
Quantas vezes cheguei atrasado por causa da chuva
Para entrar, só barganha.

E o Teatro...
Que dias felizes passei
Entrei no meu primeiro dia de aula
E quem sabe a formatura talvez.

E a piscina olímpica...
Onde muitas vezes miquei
E das aulas aulas de Literatura...
Onde eu até brinquei.

E o Espaço maravilhoso...
Onde matava aulas rodando
Ou estava debaixo de uma árvore
Escrevendo ou prosiando.

Como posso esquecer
Daquele Santo buraco
A força da Fé pode até vencer
E botar dois testes abaixo.

Agora ele fica aberto
Deve ser por recordação
Ou é por falta de dinheiro
Ou é por falta de disposição.

Sentirei falta da Capela
Santo lugar para ficar
Perdi as contas das vezes que rezei
Para na prova passar.

Sentirei falta da secretaria escolar
Todas as vezes que ia lá
As recepcionistas pensavam
Lá vem aquele chato reclamar.

E o Boletim que nunca chegava na hora certa...
Era três meses de atraso que merda!
Para saber a nota tão sofrida e correta
É correr atrás dos professores e ficar alerta.

A Carteira escolar
É que era uma beleza!
As aulas começavam em Janeiro
E para vir de ônibus era aquela dor de cabeça.

Só depois de um grade motim
Que a Bentida só chegou no final de Abril
Ou eles davam a Carteira enfim
Ou ninguém entrava naquele estreito Funil.

Então olho tudo que deixo para trás
Só tem uma coisa que não deu
É desatar o nó que está em minha garganta
E dizer: - República Adeus!!
Dezembro de 2002

Desabafo de um Aluno quase Esterssado

Como posso ficar calmo
Se tudo está contra mim
Parece que estou a um palmo
De ficar louco ou outra coisa assim.

Todos dizem que sou Estressado
Ou que sou pavio-curto
Eu só não consigo ficar parado
Minha vida é um curto-circuito.

Mas um dia vou aprender
Com certeza a me controlar
Antes que o mundo chagualhe
Quando eu estourar.

Em casa é: - faz isso ou aquilo.
na escola: - faz teste ou prova
Eu fico tranqüilo?!
É ruim! Eu mato um agora!

Duas horas é o tempo
Da minha casa ao colégio
O jeito é estudar no ônibus
Que merda! fala sério!

E quando chega na escola para estudar
Não se pode entrar pela frente e sim pelos fundos
O monitor não nos deixa entrar
E diz que somos vagabundo!
junho de 2002


A Dura Realiadade da Vida

O Ser humano gosta de ser ajudado
Mas o seu extinto é feito de pura maldade
Só pensam em destruir e odiar
E o amor fraterno fica fora da realidade.

Se você carrega o mundo nas costas
A toda hora e todo momento
E ninguém tem a Coragem de te ajudar
Isso é o Sofrimento.

Se você está sofrendo
Todos vêem e sai correndo
Ou fazem até pior
Finge que nem estão vendo.

E sem a ajuda de alguém
Sem ter nenhum irmão
O amor ninguém tem
Isso causa a Solidão.

Mas olhe ao seu redor
Você tem amigos que te quer bem
Amigos verdadeiros são tesouros
Que quase ninguém tem.

Se não tem amigos
Vá logo procurar essa jóia rara!
Cative colegas ou até inimigos
Mesmo se levar algum tapa na cara.

Ou o melhor a fazer
É se lembrar de tudo de bom que lhe aconteceu
Aqueles momentos de prazer
Ou das lembranças que se perdeu.


Uma coisa é certa.
Na Vida tem que ter um objetivo
Erga a cabeça e diga a si mesmo.
Sou capas de superar os obstáculos dessa Vida.
2002

O Vento

Leve como uma pluma
Sussurra ao passar
Por todas as estradas
Até a poeira abaixar.

Mas as vezes também
É forte como um touro
Leva tudo que vem
Com um maior estouro.

Está em todo lugar
Muitos vêem o passar
Mas há outros não conseguem
Nem ao menos o enxergar.

Para saber onde está
Tem que sentir ele passar
As árvores sempre começam a balançar
E as flores dos jardins põe-se a dançar.

Não tem dia e hora
Para ele passar
Ou é ao entardecer
Ou é ao acordar.

Quando vem chegando
O dia não fica mais chinfrim
As cores ficam mais vivas
Com perfume de jasmim.

É aquela festa
Pássaros a voar
Em direção de seus ninhos
Querendo se abrigar.

As árvores por sua vez
Cantam a sua chegada
Suas folhas dançam
E as velhas se atiram desesperadas.

E assim vai seguindo
Frutos e sementes no chão
Para começar uma nova vida
Cheia de aventura e emoção.

Quando vai embora
O tempo parece para
Todos só pensam agora
Apenas em descansar.
Outubro de 2002

Dias de Inverno

Ao amanhecer
Nuvens estão a passar
A Temperatura só quer descer
Obrigando a gente a se agasalhar.

O Sol se espreguiça tentando aparecer
Dando o ar de sua graça para o Dia aquecer
A Névoa teimosa vai se dissipando
E as plantas e pássaros acordam bailando.

O Vento frio vai levando
Folhas secas e minúsculos pedaços de Terra
As pessoas vão se arrepiando
E muitos fogem para debaixo da coberta.

Para os que gostam do Frio
Ficam felizes por sua chegada,
Normalmente nunca estão só
E ficam curtindo essa nova Temporada.

Mas já para aqueles que odeiam o Frio
Sair de casa é uma batalha
Ir até a geladeira é um sacrifício
E a Cama vira a sua mais nova morada.

A Chuva vem caindo
O Tempo esta melancólico
A Garoa vem molhando
Tudo que estava imóvel.

Então já está formada
A tempestade de Garoa
Não adianta, todos serão molhados
mesmo se sua habilidade for boa.

As árvores encharcadas
Tremem constantemente de frio
E os animais ensopados
Clamam por Clemência e menos frio.

Agora o Céu se abre
O Sol enfim aparece
Mas seu Calor parece que foi drenado
E o Frio ainda prevalece.

As nuvens começam a se movimentar
O vento começa a uivar
Raios começa, a cair
E o Frio começa arrepiar.

Faz muito, muito frio
E ao longe se vê um Mar de guarda-chuvas
O Mundo não pode parar
Por causa de uma tenebrosa Chuva.

O Sol que já trabalhou
O se Cartão já bateu
a Lua atrasada vem brilhar
E tomar posse do lugar que é seu.

A Chuva continua a escorrer
O Chão aos poucos vai enlamaçando
A Escuridão ajuda a esconder
As pessoas que vão escorregando.
2001

O Vento continua a assoprar
Ouvem-se também muitos dentes a bater
Vários lábios estão a estalar
E o Frio de morrer.

O Granizo começa a cair
As folhas começam a rodar
Vários telhados estão a quebrar
E pessoas estão a se abrigar.

Plantações são destruídas
O Prejuízo não dar para contar
Muita gente se põe a chorar
E o Inverno só está a passar.


quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Anoitecer

Vários pássaros voltam voando
para seus ninhos que estão a balançar
Muitos vêm em bando
para o pôr-do-sol apreciar.

O Céu azul vai se modificando
Para um Laranja cor-de-fogo
O Sol devagar vai descansando
Para amanhã voltar como novo fôlego

Várias pessoas estão na praia
vendo uma das mais lindas cenas
O sobe e desce das ondas
E o Sol de fundo dando espetáculo de valer a pena.

O Sol brilha para todos,
Mas a Sombra é para poucos.
A Chuva também cai para todos
Mas os abrigos são para poucos.

Há lindos lugares
Que Ele morre no mar.
Mas há outros lugares,
Atrás das montanhas também vai repousar.

As Nuvens rosadas
E o Vento estão a bailar.
As Plantas aguardam ansiosas
A chegada da prateada cascata do luar.

Luzes e cores se misturam no Céu
Há Nuvens que se juntam e outros se desmancham
Uma se transforma em bicho e outra em véu
E o manto negro estrelado se aproxima cobrindo o Céu.

A estrela D'àlva está brilhando
O festival de luzes vai sumindo
As corujas estão piando
E a maré vem subindo.

O Céu que era laranja cor-de-fogo
Tornar-se num intenso azul-marinho
Onde Nuvens rosadas reinavam
Agora vêem-se inúmeras estrelas sorrindo.

Sendo que cada uma dessas estrelas
É uma pessoa que já viveu
Lindas histórias com amor e beleza
Ou tristes contos de gente que sofreu.

O que importa é que cada uma tem o seu lugar
Neste lindo e imenso Céu azul-marinho
Todas têm a sua devida importância
São olhadas e lembradas com muito carinho.

Enfim chega a majestosa Lua
Para o Céu enfeitar
O Sereno vem descendo como pluma
Com a ajuda do lindo e prateado luar.
2001


A Conferência

Sei que tenho uma Missão
Mas não sei qual é
Cairei muitas vezes no chão
Para descobrir o que é.

Olho para o Céu e vejo
Muitos pássaros a voar.
Olho para a Terra e vejo
Muita gente a se matar.

A Vida é a cara
A Morte é a coroa
Sempre tem o dedo do Destino
Para que um fato ocorra.

Tenho uma Caminho
Um objetivo a seguir
Até passo por cima do Destino
Para tudo conseguir

Sei que não posso ter Tudo
Mas não quero ter o Nada
Quero ter o Orgulho
De vencer mais uma Batalha.

Destino! Destino!
Quem poderá te controlar?
Será que há um homem na Terra
Que conseguirá te dominar?

Sou o Destino
E ninguém me manda
Eu sempre assino
O destino da vida humana.

Destino, Destino
Não brinques comigo
Sei que és cruel
Com quem brinca contigo.

Uma coisa eu afirmo
O que há de arruinar
É a língua do ser humano
Vou fazer por ela pagar.

Desculpe-me do que eu disse
Tomarei mais cuidado
Amarrarei bem a Língua
Para não ser mais tentado.

E não se preocupe com a sua Missão
Porque só o Tempo lhe dirá
Um dia terás a compreensão
Que há muito o que esperar.

O Tempo é outro
Que brinca com a gente
Parece que vocês combinam
Em arruinar a gente.

Tempo! Tempo!
Quem poderá te controlar?
Será que há um homem na Terra
Que conseguirá te dominar?

Eu sou o Tempo
Ninguém me domina
Faço e aconteço
Até quando o Destino determina.

Para mim, um século é um minuto
E um segundo é um milênio
Para os que matam o tempo
Posso ser calmo ou violento.

os adolescentes não compreendo
Eles querem se tornar adultos
E não aproveitam a infância
E quando velhos querem se tornar criança!

Estou escutando tudo
Sou a Paciência
Seu eu for importunada
Eu acabo com a Conferência.

Como eu dizia... prepare-se meu caro
E não adianta chorar
Porque debaixo desta Ponte
Muita Água irá passar.

Sei que chorei
sei o que é sofrer
sinto um grande Amor
E tenho Medo de perder.

Amor! amor!
Quem poderá te controlar?
será que há um homem na Terra
que conseguirá te dominar?

Sou o Amor
E ninguém me dominou
Muita gente sente a Dor
do coração que se despedaçou.

Sou a Paciência...
Vou botar para quebrar
Acabe com esta conferência
Se não eu vou estourar...

Como eu dizia...
Sou muito compreensivo
Amo e respeito
O Tempo e o Destino.

Sou a Discórdia
Vim atrapalhar
A raça humana
para Ela acabar.

Vá embora Discórdia!
não entre na Conversa!
Pegue suas coisas
E desapareça depressa!

Já chega!!!
Eu era a paciência!
Parem com a palhaçada!
Terminou a Conferência!

Se ninguém for embora
Agüentem as conseqüências!
A Paciência enlouquecida
Não terá nenhuma Clemência!

Qual dos cinco vão encarar
A paciência aqui
Que está doida para esganar
Qualquer um que se manifestar?!

Quando se viu
Os Cinco sumiu
Para um lugar bem distante
E em fim, a Paciência dormiu.
2002

Dor

Raios e Relâmpagos
Acertam o Chão.
Flechas impiedosas
Acertam o Coração.

No Chão fica um buraco
Que com o Tempo se fecha.
No Coração fica uma ferida
Em forma de uma seta.

Uma Marca enfim
Uma Bela cicatriz
Que fica quieta e dormente
Como uma Flor no jardim.

Mas um dia como sempre
Vem uma Mão
Que aperta a Ferida
E sangra o Coração.

E vem a Lembrança
De como Você era
Naquele dia na janela
A Moça mais bela.

Mas um Raio de repente
Na varanda acertou
E Você caiu em meus braços
Morreu o meu Amor.

Doeu, doeu muito
Então nasceu a Solidão
Meu Coração se despedaçou
Quando te coloquei no Chão.

Agora eu te espero
Um Dia vamos nos encontrar
Ou será quando Eu for para o Céu
Ou quando a Terra Você voltar.

Enquanto este Dia não chega
Sempre olho sua Foto
Você, ali na Janela
Dói muito, não agüento e choro.
Rio de janeiro, 1 de setembro de 2002.

Infância

As Crianças sim
Sabem a vida aproveitar
A sua alegria não tem fim
Só querem saber de correr e brincar.

Quem é levado pela Vida
Não progride só Vegeta
Mas quem consegue levar a Vida
Este sim é um grande Atleta.

A Vida é Bela
Para os que sabem aproveitar.
A Vida é Dura
Para os que só sabem desperdiçar.

Em fim, o que quero deixar claro
Que a Vida simplesmente é assim
Quem brinca com Ela meu caro
Sempre tem o pior Fim.
Simplesmente o Rio é assim
Ao amanhecer cantam os sabiás.
O seu valor, os tupis-guaranis já conheciam

Sendo ótimos caçadores
E bons aproveitadores dos recursos de nossa terra.
Brasileiros! Se dêem o valor!
As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá!
Sejam felizes, mas conscientes. Porque
Tudo que temos há de ser preservado.
Indo para a praia de Botafogo
Antes das onzes horas da manhã
O majestosos ser alado aparece

Diante da Baia de Guanabara
Olhando por todos e também para os

Rios, florestas e praias que ainda
Impressionam a todos com sua beleza.
O Cristo Redentor é parada obrigatória,

De lá se vê a magnífica cidade.
E o Pão-de-Açúcar não se pode esquecer

Já é parte da história brasileira.
Ao pé do Cara-de-Cão
No capieirão, a Cidade Maravilhosa foi fundada
E agora é a capital do Turismo Brasileiro.
Infelizmente há um pouco de violência...
Romântica e cheia de encantos
O Rio a frente de todos éde passagem.
2003
Não se pode negar
O encanto que ainda existe no ar. De
Vila tornou-se Cidade
A Cidade Perfume que veio para ficar.

Iguassu, em suas margens a Vila foi fundada.
Guanabara, sua porta de entrada onde
Um monte de laranjas e ouro ao porto chegava. mas um dia
A sede mudou-se para Maxambomba onde o progresso creseceu
Suas flores de laranjeiras infelizmente desapareceram. Porém
Suas lembranças ainda esconde
Um importante lado da História de nosso Estado.
2005