quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Anoitecer

Vários pássaros voltam voando
para seus ninhos que estão a balançar
Muitos vêm em bando
para o pôr-do-sol apreciar.

O Céu azul vai se modificando
Para um Laranja cor-de-fogo
O Sol devagar vai descansando
Para amanhã voltar como novo fôlego

Várias pessoas estão na praia
vendo uma das mais lindas cenas
O sobe e desce das ondas
E o Sol de fundo dando espetáculo de valer a pena.

O Sol brilha para todos,
Mas a Sombra é para poucos.
A Chuva também cai para todos
Mas os abrigos são para poucos.

Há lindos lugares
Que Ele morre no mar.
Mas há outros lugares,
Atrás das montanhas também vai repousar.

As Nuvens rosadas
E o Vento estão a bailar.
As Plantas aguardam ansiosas
A chegada da prateada cascata do luar.

Luzes e cores se misturam no Céu
Há Nuvens que se juntam e outros se desmancham
Uma se transforma em bicho e outra em véu
E o manto negro estrelado se aproxima cobrindo o Céu.

A estrela D'àlva está brilhando
O festival de luzes vai sumindo
As corujas estão piando
E a maré vem subindo.

O Céu que era laranja cor-de-fogo
Tornar-se num intenso azul-marinho
Onde Nuvens rosadas reinavam
Agora vêem-se inúmeras estrelas sorrindo.

Sendo que cada uma dessas estrelas
É uma pessoa que já viveu
Lindas histórias com amor e beleza
Ou tristes contos de gente que sofreu.

O que importa é que cada uma tem o seu lugar
Neste lindo e imenso Céu azul-marinho
Todas têm a sua devida importância
São olhadas e lembradas com muito carinho.

Enfim chega a majestosa Lua
Para o Céu enfeitar
O Sereno vem descendo como pluma
Com a ajuda do lindo e prateado luar.
2001


A Conferência

Sei que tenho uma Missão
Mas não sei qual é
Cairei muitas vezes no chão
Para descobrir o que é.

Olho para o Céu e vejo
Muitos pássaros a voar.
Olho para a Terra e vejo
Muita gente a se matar.

A Vida é a cara
A Morte é a coroa
Sempre tem o dedo do Destino
Para que um fato ocorra.

Tenho uma Caminho
Um objetivo a seguir
Até passo por cima do Destino
Para tudo conseguir

Sei que não posso ter Tudo
Mas não quero ter o Nada
Quero ter o Orgulho
De vencer mais uma Batalha.

Destino! Destino!
Quem poderá te controlar?
Será que há um homem na Terra
Que conseguirá te dominar?

Sou o Destino
E ninguém me manda
Eu sempre assino
O destino da vida humana.

Destino, Destino
Não brinques comigo
Sei que és cruel
Com quem brinca contigo.

Uma coisa eu afirmo
O que há de arruinar
É a língua do ser humano
Vou fazer por ela pagar.

Desculpe-me do que eu disse
Tomarei mais cuidado
Amarrarei bem a Língua
Para não ser mais tentado.

E não se preocupe com a sua Missão
Porque só o Tempo lhe dirá
Um dia terás a compreensão
Que há muito o que esperar.

O Tempo é outro
Que brinca com a gente
Parece que vocês combinam
Em arruinar a gente.

Tempo! Tempo!
Quem poderá te controlar?
Será que há um homem na Terra
Que conseguirá te dominar?

Eu sou o Tempo
Ninguém me domina
Faço e aconteço
Até quando o Destino determina.

Para mim, um século é um minuto
E um segundo é um milênio
Para os que matam o tempo
Posso ser calmo ou violento.

os adolescentes não compreendo
Eles querem se tornar adultos
E não aproveitam a infância
E quando velhos querem se tornar criança!

Estou escutando tudo
Sou a Paciência
Seu eu for importunada
Eu acabo com a Conferência.

Como eu dizia... prepare-se meu caro
E não adianta chorar
Porque debaixo desta Ponte
Muita Água irá passar.

Sei que chorei
sei o que é sofrer
sinto um grande Amor
E tenho Medo de perder.

Amor! amor!
Quem poderá te controlar?
será que há um homem na Terra
que conseguirá te dominar?

Sou o Amor
E ninguém me dominou
Muita gente sente a Dor
do coração que se despedaçou.

Sou a Paciência...
Vou botar para quebrar
Acabe com esta conferência
Se não eu vou estourar...

Como eu dizia...
Sou muito compreensivo
Amo e respeito
O Tempo e o Destino.

Sou a Discórdia
Vim atrapalhar
A raça humana
para Ela acabar.

Vá embora Discórdia!
não entre na Conversa!
Pegue suas coisas
E desapareça depressa!

Já chega!!!
Eu era a paciência!
Parem com a palhaçada!
Terminou a Conferência!

Se ninguém for embora
Agüentem as conseqüências!
A Paciência enlouquecida
Não terá nenhuma Clemência!

Qual dos cinco vão encarar
A paciência aqui
Que está doida para esganar
Qualquer um que se manifestar?!

Quando se viu
Os Cinco sumiu
Para um lugar bem distante
E em fim, a Paciência dormiu.
2002